Mascote: quando faz sentido criar um para sua marca?

Mascote: faz sentido criar um para sua marca?

23 de junho de 2026 /

Mascote: faz sentido criar um para sua marca?

Marcas fortes não são construídas apenas por produtos, serviços ou campanhas publicitárias, mas por percepções. É justamente por isso que algumas empresas investem em mascotes.

Lu da Magalu, Dollynho, Zé Gotinha e Baianinho são alguns dos personagens mais memoráveis da comunicação brasileira. Pois, mais do que simples figuras publicitárias, eles se tornaram símbolos capazes de representar empresas, transmitir valores e criar vínculos espontâneos com o público.

Mas existe um detalhe importante nessa história: nenhum deles foi criado apenas para ser simpático, mesmo essa sendo uma das principais características.

Por trás desses personagens existe uma construção estratégica que envolve branding, posicionamento de mercado e conhecimento profundo do público.

Hoje, com o avanço das ferramentas de inteligência artificial, existe a ideia de que qualquer empresa ou pessoa consegue criar um personagem em poucos minutos.

O desafio, porém, não está em gerar uma imagem. Está em construir um mascote que realmente faça sentido para a marca e contribua para seus objetivos.

Então surge a pergunta: sua empresa precisa de um mascote ou está apenas seguindo uma tendência? 

Por que lembramos mais de personagens do que de marcas?

Existe uma razão pela qual personagens costumam permanecer na memória das pessoas por mais tempo do que logo ou slogans.

Nós nos conectamos naturalmente com personalidades.

Enquanto elementos visuais ajudam a identificar uma marca, os mascotes adicionam características sensíveis na comunicação.

Eles podem expressar emoções, contar histórias, explicar conceitos e ter diálogos que seriam muito mais difíceis por meio de uma identidade visual tradicional.

É por isso que um personagem bem construído consegue transformar uma marca em algo mais próximo e amigável.

Um mascote funciona como uma extensão da personalidade da empresa e quando isso acontece de forma consistente, o público deixa de enxergar apenas um desenho e passa a reconhecer um representante da marca.

Mascotes: mais do que personagens, porta-vozes da sua marca

Durante muito tempo, os mascotes foram vistos apenas como recursos publicitários, porém essa realidade mudou.

Uma matéria publicada pelo Meio & Mensagem, intitulada “Além do carisma: personagens de marcas ganham funções estratégicas”, mostra como essas figuras estão assumindo papéis cada vez mais relevantes dentro das estratégias de comunicação. 

Em muitos casos, os personagens deixaram de existir apenas em campanhas e passaram a atuar como influenciadores, apresentadores, assistentes digitais e representantes oficiais das marcas.

A Lu da Magalu talvez seja o exemplo mais conhecido desse movimento. A personagem não aparece apenas para divulgar ofertas.

Ela possui presença constante nas redes sociais, participa de campanhas institucionais, interage com o público e ajuda a construir a percepção da marca ao longo do tempo.

O que os mascotes mais fortes têm em comum?

Quando observamos os personagens mais conhecidos do mercado, percebemos que seu sucesso não está apenas no visual. Na verdade, eles compartilham algumas características fundamentais:

  • Personalidade claramente definida;
  • Representam valores alinhados à marca;
  • Mantêm consistência em todos os pontos de contato.

Nenhum personagem de impacto existe de forma isolada, ele sempre está conectado a uma estratégia maior de comunicação. Por isso, a criação de um mascote para empresa não deve começar pelo desenho, mas pela compreensão da identidade da marca.

  • Quem a empresa é?
  • Como deseja ser percebida?
  • Quais valores deseja transmitir?
  • Que tipo de relacionamento pretende construir com seu público?

As respostas para essas perguntas são muito mais importantes do que a aparência do personagem.

Quando um mascote fortalece uma marca?

Um mascote costuma gerar resultados positivos quando possui uma função clara dentro da estratégia de comunicação.

Ele pode ser uma ferramenta poderosa para humanizar a marca, especialmente em mercados que enfrentam dificuldades para criar proximidade com o público.

Também pode ajudar a simplificar temas complexos, tornando os conteúdos técnicos mais acessíveis e interessantes.

Outro benefício importante está no reconhecimento. Em um cenário onde empresas disputam atenção constantemente, personagens contribuem na diferenciação e fortalecem a lembrança da marca.

Mas talvez sua principal contribuição seja reforçar o posicionamento da empresa de maneira consistente.

Quando um mascote incorpora os valores, a linguagem e a personalidade da marca, ele se torna uma representação viva de tudo aquilo que a empresa deseja comunicar.

Quando criar um mascote pode ser um erro?

Apesar dos benefícios, nem toda empresa precisa de um mascote e essa talvez seja a reflexão mais importante deste conteúdo.

Criar um personagem apenas porque outras marcas estão fazendo o mesmo dificilmente gera resultados relevantes.

Quando o mascote não possui uma função clara, ele acaba se tornando apenas mais um elemento visual dentro da comunicação. Isso costuma acontecer quando:

  • A marca ainda não possui posicionamento definido;
  • Não existe uma estratégia de branding estruturada;
  • O personagem não possui papel ativo na comunicação;
  • Sua criação é motivada apenas por uma tendência de mercado;
  • Não há planejamento para sua utilização a longo prazo.

Nesses cenários, o mascote tende a perder relevância rapidamente e dificilmente contribui para fortalecer a percepção da marca.

Antes do mascote, sua marca precisa responder estas perguntas

Muitas empresas começam pensando em cores, traços e características visuais, mas a construção de um personagem deveria iniciar muito antes disso. A primeira pergunta é:

O que torna sua marca diferente das demais?

Essa resposta está diretamente ligada à sua proposta única de valor. Afinal, se o mascote existe para representar a empresa, ele precisa comunicar aquilo que a torna única no mercado.

Por isso, antes de desenvolver qualquer personagem, recomendamos a leitura do conteúdo sobre Proposta Única de Valor: o que é e por que sua marca precisa dela.

Da estratégia ao personagem, na Allure os mascotes ganham vida

Na Allure, acreditamos que um mascote não deve existir apenas para preencher peças de comunicação ou acompanhar tendências. Ele precisa ter um propósito claro dentro da construção da marca.

Play – Mascote da Place Construtora e Incorporadora

O Play, da Place Construtora e Incorporadora, foi criado para representar os valores da empresa de forma mais próxima e acessível ao público. 

Neto – Atualização do mascote da Anauate

Outro exemplo é o Neto, personagem que já existia, mas foi repaginado para celebrar os 50 anos da Anauate, que teve como mote: Tradição que inspira inovação. 

Mais do que uma atualização visual, o projeto buscou preservar a história da empresa enquanto fortalecia sua conexão com as novas gerações.

Portanto, a popularização da inteligência artificial tornou a criação de personagens mais acessível do que nunca.

Mas a facilidade de execução não substitui estratégia.

Antes de criar um mascote para empresa, é preciso entender qual papel ele desempenhará na construção da marca e como ele contribuirá para a experiência do público.

Quando existe propósito, alinhamento com o branding e consistência na comunicação, o personagem deixa de ser apenas uma figura simpática e passa a atuar como um verdadeiro ativo estratégico.

Quer aprofundar ainda mais esse tema? Confira também o conteúdo Branding e Performance: como deixar o seu branding mais digital.

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